quinta-feira, 10 de julho de 2008

MST x Perseguição Política

Neste mês de julho assistimos a mais uma atitude repressiva da elite brasileira, a perseguição ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Mas uma vez usando o aparelho institucional através da injusta justiça gaúcha, o movimento foi duramente criminalizado, através dos dizeres que o movimento é subversivo e uma grande ameaça a segurança nacional do país. Com o vocabulário do período ditatorial militar no Brasil, a sugestão desta instância institucional é a dissolução do movimento. Bom como isto pode acontecer, dissolver o movimento? Só existe uma opção, que é a repressão policial e a perseguição política. Cabe aqui fazermos uma reflexão do próprio Estado de Direito Burguês que vivemos. Este estado diz em suas “bulas” ideológicas que sua primazia é a defesa das liberdades democráticas e o direito a resistência e expressão. Mas a verdade que mesmo essas poucas liberdades, podem ser pequenamente exercidas. Sabe-se e isso é nítido em nossos cotidianos, que a democracia é antagônica ao capitalismo, e este só aceita uma liberdade, que é a de mercado.

Comprar, vender, lucrar e explorar seres humanos, é a lógica da liberdade que os capitalistas tanto apregoam, seja na mais nova instituição repressora, que chamamos de Mídia burguesa ou em outros aparatos que esta classe social se organiza. Através de um trabalhado processo de alienação, esta consegue forjar a verdade dos acontecimentos, e manipular as pessoas para reproduzir suas opiniões, como um papagaio à moda antiga.

Com o MST não é diferente, este aguerrido movimento, de forma democrática á anos denúncia ás arbitrariedade dos capitalistas do meio rural brasileiro e latino americano, chamado pela Mídia de agronegócio. O MST, foi acusado de subversivo por estar portando na escola nacional Florestan Fernandes, livros deste mesmo autor homenageado pelo movimento, e outros escritos como o pedagogo soviético Antonio Makarenko e o brasileiro e renomado pedagogo Paulo Freire. Assim como no nazismo, a justiça gaúcha enquadra o MST e o acusa de criminoso, por estar portando livros, ou seja, o perigo a segurança nacional é ter acesso ao conhecimento e alimentar idéias. Mas ninguém diz que no Brasil o grande perigo, a segurança nacional, é por exemplo, a concessão à estranhas e desconhecidas ONGS no Amazonas, no projeto chamado FLONAS (florestas nacionais), que dá direito à exploração cientifica destas ONGS a cobiçada Floresta Equatorial, logo é importante entendermos que isso sim é um risco a segurança do país e ainda uma invasão estrangeira indireta ao território da floresta amazônica brasileira.
Mais uma vez o MST é perseguido pela elite brasileira, que sempre foi apoiada e servil ao imperialismo dos Estados Unidos, desta vez diferente das outras perseguições, o movimento é cassado explicitamente, e como na época da ditadura militar é sugerido a destruição do MST.

Em todo Brasil, movimentos de repúdio estão sendo promovidos, vários atos públicos estão acontecendo contra a injusta justiça gaúcha, e contra a justiça brasileira em geral, cúmplice a esta atitude repressora, mas como dizia o próprio professor Florestan Fernandes, “contra a idéia da força, a força das idéias”, por isso não devemos se calar a tal atitude e repressão.

Everton Souza
10/07/08

2 comentários:

Helouquinha disse...

esta bom o texto explicadinho.. isso e bom...

Anônimo disse...

Falar do Mst é sempre caso de policia, não porque nossos companheiros merecem, mas quando se fala de revolução armada, de livros e informação a sociedade caga pra isso.
Crei na revolução informada nada mais, nossos irmãos estão certos, e do lado de cá tamo também na resistência...